
2026/27
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é o primeiro local de implementação do programa Curarte, que decorre durante o biénio 2026/2027. Com mais de 17,000 pessoas em circulação diária e a operar num campus de aproximadamente 22 hectares, funciona à escala de uma cidade, enfrentando os desafios arquitetónicos e humanos próprios das grandes instituições.
A série de intervenções materializa-se em diferentes espaços do campus. Cada uma propõe um olhar específico sobre o cuidado – através de abordagens culturais, criativas e de relação com a natureza – procurando transformar a experiência do quotidiano hospitalar e contribuir de forma positiva para o ecossistema do cuidado.

O Hospital de Santa Maria é o maior hospital de Portugal e um dos principais centros de ensino e investigação médica do país. Integrado no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, acolhe diariamente mais de 17,000 pessoas – entre profissionais, estudantes, doentes e visitantes. Inaugurado em 1953, o seu vasto campus, com cerca de 22 hectares, reflete a complexidade dos sistemas de saúde contemporâneos, reunindo múltiplas especialidades e serviços.
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Pacientes tratados/
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Pacientes humanos/
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Estudantes/

A avaliação é uma componente essencial do programa. Mais do que medir resultados quantitativos, procura compreender transformações – nos espaços, nas relações e nas percepções de quem vive o hospital no dia a dia. É uma ferramenta de diálogo e melhoria contínua – ao documentar o impacto das intervenções, o programa cria bases sólidas para a sua expansão para outros contextos, dentro e fora do país. Serão desenvolvidos mecanismos de acompanhamento contínuo, que combinam observação qualitativa, recolha de testemunhos e indicadores simples de utilização e bem-estar. Esta análise vai permitir identificar aprendizagens, ajustar processos e consolidar metodologias replicáveis.
/ Entrevistas e grupos de foco com profissionais de saúde, doentes e equipas envolvidas (antes, durante e depois das intervenções). / Diários de observação feitos por membros da equipa de projeto ou investigadores convidados, para registar mudanças subtis no uso e na perceção dos espaços. / Registo fotográfico e audiovisual para documentar a evolução dos lugares (antes/depois) e recolher narrativas visuais de impacto (já contemplado no contexto do documentário dedicado ao programa).
/ Contagem de frequência e permanência nos espaços intervencionados. / Pequenos inquéritos de satisfação e conforto ambiental (ruído, luz, temperatura, bem-estar). / Monitorização de dados institucionais já existentes, como tempo médio de internamento.
/ Criação de protocolos com universidades (ex.: Medicina, Arquitetura, Design, Psicologia, Saúde Pública) para acompanhar e analisar os impactos das intervenções. / Envolvimento de estudantes e investigadores em projetos de tese, estágios ou ensaios. / Colaboração com centros de investigação em neuroestética, arquitetura ou saúde mental.
/ Publicação de relatórios anuais de avaliação (com resultados, testemunhos, recomendações e boas práticas). / Apresentações públicas ou científicas (conferências, simpósios, exposições, artigos) para partilhar resultados com outras instituições nacionais e internacionais.